Lugares para viajar: aonde ir em agosto

27/07/16 | Adriana Lage | Top 10

Quer saber aonde ir em agosto? Primeiro vamos ao clima. O verão continua agitado no Hemisfério Norte enquanto as temperaturas caem no Sul. Aproveite para conhecer um dos espetáculos mais fabulosos da terra, a migração dos gnus na Reserva Masai Mara, no Quênia e banhar-se nas praias de Moçambique.

Quem aprecia música e arte deve buscar destinos como Lucerna, onde acontece o Festival Internacional de Música ou o Festival de Artes de Edimburgo na Escócia, o mais célebre no planeta.

Leia também: Festival gastronômico: aonde ir em agosto

10 lugares aonde ir em agosto

Curtindo adrenalina na Nova Zelândia

A capital mundial da aventura é um gigante parque temático natural repleto de atrações para quem gosta de muita adrenalina. Bunguee-jump, rafting, jet-boat, voos panorâmicos, mountain bike, trilhas e passeios a cavalo, tudo está ao seu dispor.

Queenstown também é um parque de diversões para amantes do esqui, com paisagens deslumbrantes à volta, estabelecida às margens de um lago.

Daqui, visitantes cruzam a cordilheira Crown em direção às áreas de esqui Remarkables e Coronel Peak e mais adiante até Snow Farm, Snow Park, Cardrona e Treble Cone. Cada uma delas têm características que atraem diferentes esportistas.

Snow Park e Cardrona recebem praticantes de snowboard pelos grandes desafios que oferecem. Snow Farm atrai quem curte esqui cross-country e Treble Cone é considerada uma das estações mais lindas do mundo.

O tempo todo você estará cercado de cenários estonteantes dos lagos Wakatipu e Wanaka, onde você pode passear de caiaque. Lake Hayes (foto acima) também é excelente opção para se integrar à natureza.

A Cordilheira Remarkables e o Parque Nacional Mount Aspiring são melhores explorados caminhando por trilhas maravilhosas.

Quando cansar das atividades esportivas e a noite cair, aproveite a vida noturna de Queenstown. Conheça seus restaurantes com culinária saborosa e bares agitados, como no Bathhouse (bathhouse.co.nz) às margens do lago.

Dica

Alugue um carro para explorar a região, mas ande a pé nas cidades.

Quantos tempo

Reserve 10 dias para explorar a região e esquiar.

Aonde ir em agosto: Queenstown, Nova Zelândia, Oceania

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Na terra dos bisões, gêiseres e do Zé Colmeia

Ursos são moradores do parque. Foto: divulgação Yellowstone

No centro dos Estados Unidos, esta área bravia tem ursos, alces, gêiseres fumegantes e atividades suficientes para distrair os visitantes por muitos dias. A terra dos bisões preserva um dos ecossistemas mais intactos dos Estados Unidos.

Mesmo sendo alta temporada, é possível descobrir as belezas escondidas de Yellowstone caminhando por trilhas que revelam um mundo intocado pela civilização.

Acorde bem cedo para ver a erupção do Old Faithful, o gêiser mais popular do parque. Ande nas passarelas da Upper Geyser Basin para conhecer lagos soltando vapor, gêiseres ativos e fontes borbulhando.

Participe dos programas guiados do parque e, se estiver de carro, pare com frequência para apreciar a fauna e a flora.

Reserve pelo menos quatro dias para explorar o Parque Nacional.

Aonde ir em agosto: Yellowstone National Park, Wyoming, Estados Unidos

Leia nossas dicas de viagem para os Estados Unidos.

Bryce Canyon, o grande anfiteatro natural

Hoodoos do Bryce Canyon esculpidos pelo tempo. Foto: Angela Manta

Pilares de pedras esculpidos pelo vento e pela água, chamados hodoos, ascendem ao céu majestosamente na encosta do platô no estado de Utah, ou seja, apesar do nome, Bryce não é um cânion.

O Anfiteatro Bryce é a região mais visitada e a mais linda, com torres em tons de bege e rosa, que pode ser visto da estrada a partir dos pontos de observação.

Leia outros posts sobre estradas bonitas.

Cada local oferece um ângulo diferente do anfiteatro e, sem dúvida, a melhor hora do dia para fotografá-lo e apreciá-lo é ao amanhecer e ao entardecer, quando a luz se torna mais dourada.

Percorra uma das três trilhas disponíveis, um passeio ótimo para fazer com crianças.

Aonde ir em agosto: Bryce Canyon, Utah, Estados Unidos

Leia o artigo completo sobre nossa visita ao Bryce Canyon e nossas dicas.

Dirigindo na Costa Amalfitana

Curvas fechadas em penhascos que terminam no Mar Mediterrâneo abaixo e os vilarejos mais charmosos da Itália te esperam na região da Costeira Amalfitana. A Amalfi Coast Highway é considerada uma das estradas mais bonitas do mundo e você precisará de muitos dias para contemplá-la como merece.

Leia o artigo completo sobre um roteiro na Costa Amalfitana.

Todas as nossas dicas de viagem para a Itália.

Festival de Inverno nos Alpes

Kappelbrucke, cartão postal de Lucerna. Foto: turismo Lucerna

Caprichosamente aninhada num vale dos Alpes, Lucerna brilha especialmente no verão quando sedia o renomado festival musical. O cartão-postal da cidade, a centenária ponte Kapellbrücke, atravessa o belo rio Reuss cercado de cafés e restaurantes de alta qualidade.

Em agosto e setembro, a cidade eleita uma das mais lindas do mundo respira música. Mais de 100 eventos acontecem aqui, 30 deles concertos sinfônicos.

O melhor programa é, sem dúvida, perambular pelas ruas da cidade sob o céu azul e as montanhas emoldurando o horizonte.

Visite o Leão de Lucerna, homenagem aos mercenários suíços mortos na Revolução Francesa, o jardim da Geleira e o Museu do Transporte. Aproveite os dias ensolarados para subir de teleférico ao Monte Pilatus e ver Lucerna de cima.

Não perca um passeio de barco pelo lago e conheça os charmosos vilarejos vizinhos.

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Dicas

A Academia do Festival de Lucerna (lucernefestival.ch/en) realiza gratuitamente ensaios e concertos. Verifique programação no site.

Lembre-se: a Suíça leva a pontualidade a sério.

Hospede-se no Hotel Palace (palace-luzern.ch) para ter vistas dos Alpes em ambiente refinado ou no lendário Grand Hotel National (grandhotel-national.com).

Jante no Schiff (schiffrestaurant.ch) que serve especialidades tradicionais como a raclette de queijo.

Para saber mais: luzern.org

Aonde ir em agosto: Festival de Inverno, Lucerna, Suíça

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O amanhecer enevoado em Borobudur

O templo no alto da montanha tem vista privilegiada. Foto: wikipedia

Veja um dos maiores templos budistas do mundo se materializar após caminhar entre plantações exuberantes e arrozais em meio à névoa do amanhecer.

Aprenda sobre a história da vida de Buda no monumento entalhado em rocha sólida. Fique até o poente para apreciar um dos mais belos espetáculos naturais do planeta. Em quatro dias você explora a região e absorve toda a magia do local.

Dicas

Para ver o amanhecer, contrate um passeio especializado e guia local para enriquecer sua experiência.

Leve lanches para substituir o almoço. Assim, você desfruta o local praticamente deserto quando a massa de turistas sai para se alimentar.

Hospede-se em uma das 36 luxuosas suítes do Amanjiwo Resort (amanresorts.com/amanjiwo/home.aspx) para apreciar lindas vistas do templo budista.

Aonde ir em agosto: Indonésia, Ásia

Leia todas as nossas dicas de viagem para a Ásia.

Alegria e cores no Sri Lanka

Kandy, o templo onde está o dente de Buda. Foto: diulgação

Um dos mais antigos e grandiosos festivais budistas no Sri Lanka – desde o século IV d.C. – é celebrado na antiga capital religiosa do budismo no país. Aqui está o famoso templo do Dente, onde o canino de Buda repousa em um sacrário.

Em tempos remotos, elefantes ricamente adornados conduziam o dente sagrado em uma procissão solene para que todos pudessem admirá-lo. Hoje o dente não sair mais de seu sacrário, mas a festa continua acontecendo anualmente.

Ela homenageia o Dente Sagrado e os quatro deuses guardiães Natha, Vishnu, Kataragama e a deusa Pattini. O evento acontece durante o Esala, na lua cheia entre julho e agosto. Nesta data, comemora-se o primeiro ensinamento de Buda após ter alcançado a iluminação, segundo a crença.

Considerada uma das paradas mais belas da Ásia, o festival Kandy Esala Perahera prolonga-se por dez dias. Festividades diversas são acompanhadas por locais, peregrinos e visitantes.

Homens portando archotes, dançarinos do fogo, malabaristas, músicos, cantores e outros performistas acompanhados por uma manada de 50 elefantes, nobres e mulheres vestindo trajes tradicionais caminham em procissão até o templo para venerar o objeto sagrado.

O primeiro ritual, o plantio de uma jaqueira jovem santificada, marca o início do Perahera, realizado conforme data auspiciosa decidida por astrólogos.

Respinga-se água aromatizada de sândalo na árvore e ofertam-se nove tipos de flores e uma lamparina a óleo com nove pavios, enquanto o padre do templo Vishnu recita orações a todos os deuses.

Na noite de encerramento, milhões de devotos, cada um segurando uma vela acesa, entram no templo e dão a volta no santuário, em sinal de respeito. Os visitantes se deslumbram com as cores e se emocionam com a devoção dos peregrinos, tornando o momento mágico e inesquecível.

Leia todas as nossas dicas de viagem para o Sri Lanka.

Datas do Kandy Esala Perahera 2016

03 ou 05/08 – Kapsituvima, plantação do “Kapa”

03 ou 05 a 07/08 – Perahera interna dos Quadro Devales

08 a 12/08 – Kumbal Perahera

13 a 17/08 – Randoli Perahera

18/08 – Day Perahera, ritual de encerramento

Aonde ir em agosto: Kandy, Sri Lanka, Ásia

Quanto tempo: planeje seis dias para apreciar o festival e explorar as atrações locais

Site: https://www.lanka.com/events/kandy-esala-perahera

O maior desfile de vida selvagem do planeta

Inenarrável, assim é a experiência de ver os gnus em migração. Foto: divulgação Quênia

Agosto é o auge da migração de mais de dois milhões de gnus, acompanhados por gigantescas hordas de zebras e bandos de antílopes, atravessando a imensa reserva de Masai Mara, no Quênia.

O espetáculo da maior migração de animais selvagens do mundo pode ser acompanhado em diversos períodos do ano. Ao sul do Serengeti, no norte da Tanzânia, milhares de filhotes gnus nascem entre dezembro e março.

Depois enfrentam árduas travessias de rios no centro do parque em busca de sustento nas pastagens mais verdes do Serengeti, – termo masai para “planícies sem fim”, até alcançar as vastas campinas de Masai Mara em agosto. Ali permanecem até a chegada das chuvas de novembro, quando o ciclo se reinicia.

Deslumbre-se com a vastidão do Masai Mara e os milhões de animais em movimento sobrevoando as savanas num balão ao alvorecer.

Nada se compara a essa experiência, quando o sol tinge de rosa e laranja o céu, enquanto você flutua bem pertinho das grandes manadas que fogem assustadas com a sombra do balão.

No instante em que o silêncio reinar, o cenário mágico à sua frente ficará gravado para sempre em sua memória como um dos momentos mais brilhantes de sua vida, celebrado à altura após o pouso, com brinde de champanhe.

Depois faça o safári percorrendo a reserva em jipe para ver leões, girafas, elefantes, guepardos e hienas. Visite as aldeias do povo nômade masai, os manyattas, protetor dos animais, considerados o “gado de Deus” para eles.

Onde ficar

Hospede-se em acampamentos luxuosos com tendas móveis e banheiros privativos, montados em áreas estratégicas que oferecem um oásis de sofisticação em meio à natureza. A equipe monitora os animais selvagens para mantê-los à distância enquanto você dorme.

O Camp Little Governor’s (governorscamp.com) pertence à rede mais antiga na região e está assentado num cenário romântico. Construído ao redor de um lago repleto de vida selvagem, têm sofisticadas barracas de lona construídas no antigo estilo.

Espere encontrar hipopótamos banhando-se e girafas perambulando pelo campo.

Aonde ir em agosto: Quênia, África

Leia mais dicas sobre a África.

O arquipélago dos tesouros

Aonde ir em agosto: Moçambique. Praias intocadas, destino desconhecido. Foto: divulgação

Mais de 2.500 km de praias de areias finas salpicadas de palmeiras desenham o contorno da orla banhada pelo Oceano Índico de Moçambique, um dos países mais sofisticados e atraentes do continente africano.

Um dos grandes charmes de Moçambique é o fato do país ainda ser pouco conhecido pelos viajantes. Seu verdadeiro segredo esconde-se em suas ilhas intocadas, como Barazuto, Benguera, Quirimbas e Magaruque. Não nos esqueçamos da pequena Ilha de Moçambique, inscrita como Patrimônio Mundial da Unesco.

Agosto e setembro são meses excelentes para nadar com baleias-jubartes migratórias.

A pacata Ilha Quirimbas acolhe hotéis exclusivos e sofisticadamente românticos numa atmosfera que parece ter parado no tempo. Pescadores lançam suas redes artesanais ao mar enquanto as esposas vestindo lenços coloridos na cabeça catam moluscos.

Paisagens submarinas únicas são reveladas em mergulhos na Ilha de Magaruque, onde cavernas, túneis e paredões rochosos são a morada de peixes coloridos numa água morna cristalina.

Bazaruto é o arquipélago mais acessível mas nem por isso menos deslumbrante. A aquarela de tons de azuis profundos e verdes contrasta hipnoticamente com as praias de areia alvíssima.

Passagem de comerciantes na antiga rota para o Oriente, a Ilha de Moçambique tornou-se um caldeirão cultural pelos povos que aqui aportavam.

Igrejas coloniais do século XVII se avizinham a mesquitas muçulmanas e templos hindus, enquanto os nativos navegam em canoas dhows, típicas.

Dicas

Planeje ficar pelo menos sete dias para explorar o sul ou o norte. O país é grande e você precisará de mais dias para conhecer ambas as regiões. Desembarque em Maputo e passe dois dias caminhando pela história da cidade.

Hospede-se no Benguerra Lodge (benguerra-lodge-mozambiquetravel.com) em Bazaruto, hotel dos sonhos e o melhor da ilha, com chalés luxuosos em atmosfera típica do leste africano.

Frutos do mar grelhados frescos são vendidos a preços baixos por toda a ilha. Escolha os restaurantes nos lodges para saboreá-los.

Excelente destino para praticar o português, mesmo que seja difícil entendê-los.

A ilha é bem conhecida como destino de lua de mel na Europa e na África.

Aonde ir em agosto: Moçambique, África

Transiberiana, a estrada dos recordes

Passeio nos trilhos de uma terra remota. Foto: divulgação Transberian Gold Eagle Train.

Digna de várias inserções no livro dos recordes, a Transiberiana pode se orgulhar de seus títulos: ferrovia mais longa do mundo percorrida em um único trem, que cruza o maior país do mundo e passa pelo lago mais antigo e mais profundo do mundo, o Baikal.

A jornada épica leva sete dias e percorre 9.289 km de Moscou a Vladivostok, ligando os extremos leste e oeste da Rússia e transportando passageiros e cargas desde 1916.

Ao todo, foram 25 anos de construção durante os governos do Czar Alexandre III e seu filho, Nicholas II. Muito antes de sua conclusão, já atraia aventureiros em busca de experiências para relatar em seus livros e, até os dias de hoje, integra a lista de viagens imperdíveis de muitos turistas.

A rota passa por cidades bacanas para explorar. Em Kazan, o enorme Kremlin é o único forte Tatar remanescente. Está inscrito como patrimônio mundial em virtude dos inúmeros edifícios históricos erguidos dentro da grande muralha branca.

Yekaterinburg é conhecida por ter sido a cidade onde o único membro da família real russa foi assassinado. Uma igreja foi construída no local do crime. Veja também os interessantes edifícios do período pré-soviético.

Irkutsk recebeu o apelido de Paris da Sibéria e merece um pernoite para apreciar suas casas de madeira decoradas, igrejas e museus, e o barco a vapor inglês Angara. Um passeio pelo Lago Baikal e suas águas transparentes também é imperdível quando o dia estiver bonito.

Existem outras duas rotas que conectam Moscou a Beijing, na China. Uma delas cruza a Mongólia e as estepes ondulantes do deserto de Gobi – muitos a consideram a mais interessante das rotas.

A outra atravessa as estepes rolantes da Manchúria e a Grande Muralha da China, todas desviando a partir da cidade russa Ulan Ude.

Dicas

Faça o trajeto em grande estilo, embarcando em um dos trens Golden Eagle Luxury (goldeneagleluxurytrains.com) que oferece passeios nas principais cidades em saídas programadas e itinerários diferentes todos os anos com duração de 15 ou 16 dias (valores a partir de US$ 10 mil).

Caso prefira fazer o percurso sozinho, quebre a viagem em partes, hospedando-se em hotéis nas cidades mais importantes para visitá-las. Porém, é necessário reservar todos os trechos da viagem.

Cuidado

Apesar de atravessar sete fusos horários no caminho, a tabela de horário dos trens sempre usa a hora em Moscou. Muitos passageiros perdem a viagem por causa dessa confusão nas contas. Para evitar problemas, mantenha sempre seu relógio no horário da capital.

Quando: maio a setembro para aproveitar mais horas de sol e bom tempo.

Aonde ir em agosto: Moscou, Rússia

Nota: Adoro colecionar livros de viagem e esta seleção de Aonde ir em Agosto eu fiz inspirada no livro “As melhores viagens do mundo”, da Publifolha.

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