Hotel boutique em Langkawi, na Malásia: uma casa toda pra você

17/04/17 | Adriana Lage | Hotéis

Hotel boutique em Langkawi – Malásia: Temple Tree at Bon Ton.

Em minha passagem pelas ilhas da costa noroeste da Malásia, me hospedei em um hotel boutique em Langkawi, meio guesthouse, meio vilas charmosas, o Temple Tree at Bon Ton.

Seguindo o estilo rústico com encanto, o Temple Tree prioriza o atendimento personalizado aos hóspedes. Senti isso logo na primeira noite quando, ao perguntar se precisava assinar a conta do jantar, o atendente disse que não e sabia exatamente em qual casa eu estava.

O hotel tem um atrativo todo especial, entrou para a Hot List da Condé Nast Traveller em 2009 pela mistura eclética de herança cultural, ambiente rústico e serviço atencioso.

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Os maiores fregueses do hotel descobrimos pelos idiomas nas placas.

Oito casas originais construídas em madeira e características indianas, malaias e chinesas ocupam o terreno gramado. Elas variam de 70 a 110 anos de idade e foram escolhidas pelo proprietário que percorreu o país em busca de sobrados que representassem a história do país.

Provenientes de diferentes regiões da Malásia, as casas foram desmontadas, transportadas peça por peça e restauradas conforme a planta original.

O hóspede pode alugar a casa inteira ou uma das 13 suítes e 12 quartos distribuídas pelas 8 vilas.

Logo na chegada, avisto o prédio principal de linhas euroasiáticas pintado de amarelo e azul clarinho. Construído há 90 anos. recepciona os novos clientes com bastante informalidade, como se estivéssemos chegando na casa de um amigo.

Um welcome drink de abacaxi, hortelã e Sprite ajuda a nos refrescar do calor tropical. Aqui também fica a biblioteca com livros e jogos de tabuleiro, mesa de sinuca, bar e o restaurante com mesinhas na varanda.

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Straits Club House, a casa principal do Temple Tree Resort

Check-in concluído na mesa da sala de estar, Maas, a recepcionista de traços malaios, me guia pelo caminho de tijolos assentados até minha casa nos próximos três dias.

Ela aponta a Casa Branca e Preta e conta: “Esta é uma residência malaia completa, construída nos anos 1940 ao sul de Kuala Lumpur e tem até uma mini-academia”. Adorei as janelas coloridas na sala de estar, contrastando com a sobriedade das paredes em preto e branco. Fiquei me imaginado sentada à varanda lendo um livro no fim da tarde, ouvindo os pássaros cantarem.

Ao lado, a Casa Colonial me parece ser a maior delas. Veio de Georgetown, capital de Penang, ilha vizinha a Langkawi. Foi construída por ourives árabes nos anos 1920 e revelam a riqueza do comerciante e sua preferência pela arquitetura europeia.

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Casa Colonial, uma das vilas do hotel boutique em Langkawi.

A Casa Penang foi uma das que mais gostei, erigida por um chinês é bem típica da época. Hoje foi adaptada para duas suítes, com entradas separadas na frente e atrás da casa. Perfeita para famílias por causa do acesso conjugado, o interior tem decoração em azul turquesa e toques de vermelho e verde para colorir as paredes pintadas de branco.

Detalhes da Casa Penang, da década de 30.

Minha preferida, no entanto, foi minha própria casa, a Chinesa, antigo sobrado de uma família chinesa no estado de Johor, perto de Singapura. Foi uma propriedade de fazenda e tem aproximadamente 100 anos.

Ocupei a suíte no andar térreo e um casal de ingleses estava acima de mim. A decoração opulenta em móveis pintados de vermelho e preto contrastam com as paredes de tábua de madeira sem tinta. Para compensar, seu exterior é bastante colorido, protegido pela varanda onde tomava meu café da manhã.

Era uma casa muito colorida só minha – Chinese House

A experiência no Temple Tree, hotel boutique em Langkawi

Para mim foi novidade me hospedar numa casa antiga e sentir como os locais viviam há cem anos. Aliás, estes chineses eram bem ricos porque os cômodos são bastante amplos. Tive minha própria sala de estar, um bar, um quarto duplo extra e um banheiro enorme com direito a banheira também de madeira.

Há pouca iluminação natural e vou me lembrar da luz entrando pela janela da minha suíte pela manhã.

Por ser uma casa centenária (e de madeira), o chão range ao pisar e as portas ao abrir. Há quem não goste disso, mas eu apreciei cada barulho que a casa fazia ou que eu provocava.

Tomava meu singelo café da manhã na hora que eu desejava, guardado na noite anterior no frigobar. Suco de laranja, leite fresco, pão de forma, manteiga, geleia, fatia de bolo, frutas e chá. Mais do que suficiente para mim.

Sentada na varanda, tinha vista da piscina tranquila e das montanhas da ilha ao fundo, cercada de muito verde.

Passei o dia à beira da piscina, envolta no sarong tradicional pintado à mão por artesãos malaios, acompanhada da minha cestinha de vime chinesa que substituiu a sacola de praia comum. Observei os poucos casais e famílias europeus: ingleses, alemães e franceses.

Terminava o dia relaxando na banheira com sais de banho da Urban Skincare, amenities australianas disponíveis na suíte.

Meu lugar preferido no Temple Tree Resort: a piscina tranquila

Gastronomia

Na casa principal, fica o bar-restaurante onde são servidos aperitivos, drinks, almoço e jantar. No menu, receitas típicas e internacionais. No primeiro dia gostei da sopa de milho acompanhada de salada de rúcula com limão caramelizado.

No segundo dia, caminhei até o Nam Restaurant, no vizinho Bon Ton. O cardápio do almoço é diferente do jantar e o menu de bebidas inclui caipiroska de lichia. Fiquei no peixe grelhado com purê de batatas e salada de manga verde.

O Nam atende não-hóspedes e vale a visita pelo ambiente descolado.

Serviços

Duas piscinas longas permitem boas braçadas para se exercitar logo cedo. Se quiser diversificar, o hóspede pode usar a piscina da propriedade-irmã vizinha, o Bon Tree Hotel.

Fãs da natureza podem contar com empréstimo de tripé, binóculos e livros para a observação de pássaros locais.

Violão, Ipod, DVDs, balde de gelo com taças de vinho, tapetes para yoga e até monitor de bebê são alguns dos itens extras oferecidos pelo hotel.

O hotel ajuda na locação de carros e scooters e tours pela ilha.

Hotel boutique em Langkawi: Temple Tree at Bon Ton

Quanto: Diárias a partir de US$ 180

Onde: O hotel está localizado a 1,3 km dee Patai Cenang, a praia principal de Langkawi.

O que mais gostei:

Passar a manhã e o fim de tarde na piscina de água morna em meio ao verde. Me senti em uma fazenda.

“Morar” em uma casa centenária. Ter a experiência de como um malaio-chinês vivia naquela época.

Marinar na banheira de madeira à noite, antes de dormir.

A oferta de itens extras, como o tripé para fotos especiais e o tapete de yoga.

Do que senti falta:

Acesso imediato à praia. É preciso caminhar 1,3 km até chegar à praia principal.

Acesso rápido à internet nos quartos por necessidade de estar sempre conectada.

Funcionários cuidam com carinho do entorno deste hotel boutique em Langkawi.

Você vai gostar do Temple Tree at Bon Ton se:

Gosta de viver experiências locais e originais;

Curte história e tradição;

Prefere um hotel mais rústico;

Quer ficar perto da praia mais conhecida, mas longe do agito.

Você não vai gostar do Temple Tree at Bom Ton se:

Faz questão de acesso à praia;

Não curte conviver com possíveis visitas como lagartixas e centopeias;

Sente falta dos serviços diferenciados de um hotel 5 estrelas como abertura de cama e chocolate na cabeceira;

Não gosta se hospedar em casas antigas que rangem o chão quando andamos.

Não dorme ao som da sinfonia da natureza, como sapos coaxando e grilos cricrilando.

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